24 fev

Felicidade – O ingrediente secreto para lucrar mesmo na crise

A felicidade é a causa, e o lucro, o efeito.

Esta frase já está se tornando um mantra nas reuniões de planejamento estratégico de algumas empresas desde que fomos atingidos pelo caos econômico e administrativo em que estamos vivendo.

Finalmente parece que os empresários estão percebendo que todos nós produzimos mais, melhor e com menos retrabalho se estivermos bem conosco mesmos e com o ambiente de trabalho. Há anos que estudiosos vêm alertando que a saúde do profissional e o clima organizacional são altamente favorecidos se todos estiverem sob uma gestão que priorize o colaborador e o seu bem-estar.

A felicidade na empresa é tão importante que algumas empresas já inseriram em seu organograma o cargo de CHO – CHIEF HAPPINESS OFFICER, profissional responsável pela felicidade e bem-estar dos colaboradores. Empresas de tecnologia do Vale dos Silício foram as primeiras a implantar esta função e todas, sem exceção, não se arrependem da decisão tomada. Algumas dão a esta nova função uma posição especifica no organograma, enquanto outras proporcionam ao gestor de RH qualificação especial para que acumule também esta função, porém o importante é que já está difundido o conceito de que a felicidade deve estar presente no ambiente profissional.

Não tenho dúvidas de que em breve a percepção de que a felicidade do colaborador dá lucro à empresa estará generalizada, assim como que aqueles que estiverem alinhados com este pensamento e souberem como implanta-lo, terão melhores qualificações para o mercado.

Uma gestão orientada à felicidade só trará benefícios, como mostram os resultados nas empresas que já a implantaram. Este tipo de gestão deve envolver todos os níveis e todas as funções, com inicio no recrutamento e se estendendo até a preparação para a aposentadoria.

As principais atribuições do CHO é assegurar os seguintes posicionamentos:

  • Fixar o conceito de que os colaboradores são seres humanos e que devem ser tratados como tal, reconhecendo o seu valor para e no grupo.
  • Antecipar-se as necessidades principais dos colaboradores sem que conflitos e reinvindicações tenham dimensão desnecessária.
  • Dar voz a todos, inseri-los no contexto organizacional de forma que o valor de cada um seja reconhecido.
  • Envolver a todos nos processos decisórios.
  • Implantar um clima de liberdade de comunicação e expressão de ideias com e para todos os níveis hierárquicos.
  • Reduzir a distância entre todos os níveis hierárquicos e os colaboradores.
  • Apoiar e proporcionar o crescimento pessoal e técnico de todos.
  • Implantar um processo de melhoria contínua do clima organizacional
  • Valorizar o trabalho em equipe e proporcionar treinamentos constantes nesta área
  • Implantar processos de mentoria interna
  • Implantar programas de Coaching interno e externo

 

Monitorar e analisar os níveis de felicidade interna proporciona engajamento de todos e soluciona a questão da retenção de talentos, portanto a felicidade é o ingrediente secreto em todas as ações que as empresas tomam para contornar as atuais dificuldades e apresentar resultados positivos, com baixo investimento.

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    Comments

  1. Nando
    fevereiro 24, 2016

    Parabéns pelo post, espero que as empresas no Brasil se atentem para isso.
    Gratidão.

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